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O café tipo 7 é uma classificação utilizada no mercado brasileiro para identificar um tipo específico de café. Com algumas características peculiares, ele é amplamente utilizado e possui um papel importante na indústria cafeeira. Neste artigo, vamos detalhar o que distingue o café tipo 7 dos outros tipos, como ele é produzido e suas principais utilizações no mercado atual.
Características do Café Tipo 7
O café tipo 7 é conhecido por suas características distintas que o diferenciam de outros tipos de café. Este tipo de café geralmente apresenta grãos que não possuem uniformidade perfeita, ocorrendo uma mistura de grãos de diferentes tamanhos e formatos.
Além disso, o café tipo 7 costuma ter uma quantidade maior de defeitos quando comparado a cafés de melhor classificação, como o tipo 2 ou 3. Isso pode incluir grãos quebrados, fermentados ou de coloração diferente.
Em termos de sabor, o café tipo 7 pode apresentar uma acidez e amargor mais pronunciados devido à sua composição. Esses aspectos fazem com que sua utilização seja direcionada para misturas ou para o preparo de cafés solúveis e torrados.
Como é Produzido o Café Tipo 7

A produção do café tipo 7 envolve várias etapas que começam com a colheita dos grãos. Geralmente, essa classificação resulta de uma seleção menos rigorosa, onde os grãos são coletados manualmente ou por máquinas, incluindo uma maior quantidade de grãos imperfeitos.
Após a colheita, os grãos passam por um processo de secagem, que pode ser feito ao sol ou em máquinas secadoras. Essa etapa é crucial para reduzir a umidade dos grãos e evitar a fermentação indesejada.
Em seguida, ocorre a etapa de beneficiamento, onde os grãos são separados por tamanho e qualidade. No caso do café tipo 7, há uma menor separação dos grãos com defeitos. Isso influencia diretamente na classificação final do café.
Finalmente, o café é embalado e armazenado adequadamente para ser distribuído. O armazenamento é feito em locais que garantem a proteção contra umidade e contaminações, preservando a integridade do produto até seu uso final.
Principais Diferenças do Café Tipo 7
O café tipo 7 se diferencia de outras classificações de café principalmente pela qualidade e quantidade de defeitos visíveis nos grãos. Enquanto cafés de tipos superiores, como o tipo 2 ou 3, são mais uniformes e possuem menor número de grãos imperfeitos, o tipo 7 apresenta uma diversidade maior de imperfeições.
Outra diferença notável é no processo de seleção e separação. Para o café tipo 7, o critério não é tão rigoroso quanto para os tipos superiores, permitindo que grãos de diferentes tamanhos e estados de maturação sejam misturados.
Em termos de sabor e aroma, o café tipo 7 tende a ter menos complexidade e requinte quando comparado a cafés de melhor qualidade. Isso se deve, em parte, à presença de defeitos que podem influenciar o sabor final, resultando em um café mais amargo e menos aromático.
Além disso, comercialmente, o café tipo 7 é muitas vezes utilizado em grandes volumes para misturas ou para a produção de produtos derivados do café, como café instantâneo, devido ao seu custo mais acessível.
Vantagens e Desvantagens do Café Tipo 7

O café tipo 7 possui vantagens e desvantagens que o tornam uma escolha particular dentro do mercado cafeeiro. Entre as vantagens, destaca-se o seu custo reduzido. Por ser um café com uma seleção menos rigorosa, ele é mais acessível, tornando-se ideal para consumidores e empresas que buscam economia.
Além do custo, o café tipo 7 pode ser utilizado como base para blends, permitindo que outros tipos de café, de qualidade superior, sejam misturados para criar um produto final equilibrado e mais econômico.
Entretanto, entre as desvantagens, temos a qualidade inferior em termos de sabor e aroma. O café tipo 7 pode apresentar amargor acentuado e menor complexidade sensorial, o que o torna menos atrativo para apreciadores de café gourmet.
Outra desvantagem é a maior quantidade de defeitos visíveis nos grãos, o que pode comprometer a aparência e a percepção de qualidade do produto final. Isso limita a utilização do café tipo 7 principalmente a indústrias e produções de café não especiais.
Utilização do Café Tipo 7 no Mercado
No mercado, o café tipo 7 é amplamente utilizado em produtos onde o custo-benefício é um fator decisivo. Ele é frequentemente direcionado para mistura em blends, permitindo uma redução nos custos de produção sem comprometer significativamente o perfil de sabor pretendido.
Além dos blends, o café tipo 7 é comum na produção de café solúvel. Este tipo de café é processado e transformado em pó ou cristais, passando por processos que minimizam as diferenças de sabor entre os grãos.
As indústrias alimentícias também utilizam o café tipo 7 como matéria-prima em produtos derivados, como doces, bebidas à base de café e molhos, onde o sabor do café precisa ser presente, mas não excessivamente complexo.
Finalmente, para mercados mais econômicos, o café tipo 7 é vendido como café comum, atendendo consumidores que privilegiam o preço na hora da compra, ainda que o sabor seja menos refinado.
Curiosidades sobre o Café Tipo 7

Uma das curiosidades sobre o café tipo 7 é que, apesar de sua classificação, ele representa uma parcela significativa do consumo de café no Brasil. Isso se deve em parte ao seu custo mais acessível, que atende a uma vasta gama de consumidores.
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Outro fato interessante é que, historicamente, o café tipo 7 tem sido utilizado como base para estudos sobre práticas de cultivo e colheita, fornecendo dados importantes para melhorar a qualidade agronômica dos cafés.
É curioso também que muitos mestres do café utilizam o café tipo 7 em treinamentos de degustação, ajudando a refinar as habilidades dos profissionais na identificação de defeitos e variações de sabor em grupos de café mais complexos.
Apesar de sua classificação inferior, o café tipo 7 pode ter seus grãos reaproveitados de forma sustentável, servindo como adubo orgânico ou para a produção de biocombustíveis, tornando seu cultivo mais amigável ao meio ambiente.
